A TAÇA ROSA.


Ingênuo aquele passeio nos jardins do castelo
Quando no luminoso cavalo ilusão cavalgava
 Pelos alvos campos da afeição que começava.
Vestia um lindo terno claro em neve
Andava sem pressa em brancas nuvens, feliz da vida!
Tanto que se atrevia a abrigar no peito novos amores,
Novos sonhos de uma paixão começada
E do nada um olho inveja a graça,
O sorriso, a taça rosa da felicidade
E a maldade se mostra em baldes
Agua, terra molhada a respingar-lhe o peito
Alianças em lama destruindo a chama de um amor puro, frugal, mas quase perfeito!
Seres do mal ou mal dos seres desses que pintam e bordam?
Mas as vezes, mesmo a simples felicidade aos outros incomoda.

Di Vieira

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