AI DE NÓS!

Ai de nós ansiosas almas desmemoriadas que deixamos sair de nossa estima a infância, por pura ganância ou por nos ter esquecido das alegrias dos bem vividos dias de adolescentes.
Damos lugar à parecença, a sindrome do "O errado é que está certo", e mesmo estando perto o bulevar dos nossos sonhos, esquecemos de sorrir.
Queria voltar ali onde o ser risonho é uma criança com vontade de brincar; Quase um ser selvagem, que fala bobagem e de misto quente se entucha,
E lambuzado de goma de amendoim, se equilibra em um selim, lambendo puxa-puxa.
Gostava de ver a rosa dos ventos desejando seguir os rumos apontados, acho que não me acostumo a não ser mais assim, só aceito.
Mas às vezes quase me esqueço da menina batuta do começo, e penso em retroagir no tempo, reamanhecer, me olhar no espelho e dizer: Voltei!
Recuperar as alegrias preciosas envoltas em sorrisos adolescentes brincando no quintal de casa saboreando cada minuto de felicidade que existia.
Ai de nós que via de regra nos descuidamos de voltar as primícias, a formosura da boa adolescência, e da travessa infância. 
O tempo urge, tudo passa rápido, a vida é uma loucura, se não voltarmos um pouco no tempo nem que seja em pensamento,
Habitará em nosso peito uma secura, uma falta de não sei o quê!
Talvez a falta do amanhecer rústico na casa da minha vó Edith, que tinha sempre uma xícara de chocolate quente perfumando o ar!
Lembro me do seu cheirinho de alfazema, das suas mãos a me fazerem carinho; É bom lembrar!
Sobretudo quando somos induzidos a esquecer os valores básicos que acarinham nossas almas, por serem tidos como TOLOS, INFANTIS, NÃO ANTENADOS! Caramba!!! Eu quero lá saber disso? Quero é ser feliz!
Como esquecer essas coisas que nos fizeram tão bem!
Ai de nós almas sem lembranças, almas ansiosas, antes almas de crianças fabulosas, tão queridas;
Hoje vilipendiadas pela vida, são almas amargas, desconfiadas, almas sem adolescência, sem infância, almas infelizes!


Di Vieira

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