PLANANDO NO AR!







Quando choro por minhas dores esqueço das flores que colhi,
Do sol que ontem me aqueceu, e reclamo tanto nesse momento,
Que até esqueço dos livramentos, da mão sempre estendida, do colo, da vida,
Do socorro que sempre me valeu! E fazendo assim desprezo sem pensar,
A quem sempre me protegeu, Mostro diante das dificuldades,
Que vejo as minhas impossibilidades, Antes das possibilidades de Deus!
Volto ao Egito escravo das preocupações, valorizando as desilusões,
Magoando sem pensar o coração do meu Pai!
Esquecendo os seus benefícios, o mar aberto, a libertação,
Desdenhando de Deus a providencial direção,
E só vejo o cansaço, as pedras no caminho, me sinto sozinho,
E a incredulidade me faz esquecer o quanto é grande o meu Deus!
Atordoado perambulo pelo deserto sem rumo.
Quero a água que me dá vida, o trigo, O Pão!
Adoeço rastejando, podendo voar na imensidão!
Sim! Eu posso voar como as águias sempre com forças renovadas!
Sem medo de nada, olhando o infinito!
Desviando-me dos ataques constantes do inimigo,
Sabendo que o Deus verdadeiro sempre estará comigo!
Posso voar cada vez mais alto! Acima da maldade, da tempestade perigosa!
Pois sei que nos braços do Deus vivo acharei refrigério.
Não há mistério que Ele não saiba! Não há dor que Ele não dê um final!
Ele é a libertação, o alto refúgio, o abrigo no temporal!
Quantas possibilidades, quanta providência!
Como é bom viver na dependência total de Deus!
Sem espiritualidades envoltas num véu,
Sem a imagem perfeita num céu feito de cores,
Enquanto nos bastidores pinta seus valores na hipocrisia,
Usando suas atitudes em negação a sua teologia!


Hoje quando choro, oro por mim, pelos meus,
Ore por você, pelos seus, e se está forte, levante quem está caído.
Tente se importar com quem quer que seja!
Às vezes a morte está no banco de uma igreja e toma ceia!
E feito um urubu, ama descobrir podridão na vida alheia,
Espalham fofocas como um ser mesquinho!
Quanto a mim sou passarinho! Sou pardal, 
As vezes sou águia, e preciso voar!
Mas o caminho é longo e eu vou planando no ar,
Não confio nos cavalos, ou em minhas próprias forças, 
E não será a força do pensamento que vai me levar!
Viajo tranquilo, no sentido do vento, 
E deixo as mãos do meu Deus me guiar!






Di Vieira

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